O metaverso e o futuro da aprendizagem no Brasil

Autor: Otello Bertolozzi Neto – Cofundador e CEO da Galícia Educação

Você já imaginou o quão complicado pode ser ensinar profissionais no Brasil a lidarem com uma doença nova surgida no Vietnam? 

Ou mesmo o tipo de investimento que tem que ser feito para capacitar médicos a aplicarem um novo tipo de tratamento que foi desenvolvido por uma universidade de ponta na Índia? 

Estamos falando de custos altos para mobilização de pessoal, hospedagem, tradução simultânea, que acabam impactando no preço final do serviço e mesmo atrasando a incorporação de inovações em inúmeros setores, para além da medicina moderna. 

Por exemplo, qual é o custo de fazer uma simulação em engenharia ou arquitetura? Ou mesmo em análise forense? E para aprender soft skills em tempo de isolamento ou a partir de uma nova forma de se relacionar, fazendo quase tudo à distância?

Descendo para o nível mais básico, o quão complicado é para uma instituição de ensino numa cidade pequena levar seus estudantes para terem contato com um corpo humano real? 

A solução para atender a esse tipo de dor e mesmo elevar a educação a um novo patamar passa pela tecnologia. E tem a ver com algo bem mais revolucionário do que somente as aulas online, tem a ver com o uso da inteligência artificial, da realidade virtual e aumentada: o metaverso. Aqui reside o verdadeiro salto em termos de ensino-aprendizagem. 

Mas o que é o metaverso?

O metaverso é uma tecnologia de realidade virtual compartilhada, na qual podemos recriar experiências físicas em um ambiente digital e coletivo. Ele integra a realidade online e offline, por meio de estratégias omnichannel, utilizando diversas ferramentas a fim de diminuir o espaço entre o ambiente físico e virtual e aperfeiçoar a experiência do usuário e, no contexto da educação, a aprendizagem do aluno. 

Em princípio, esse conceito pode parecer algo que você encontraria nos quadrinhos dos X-Men ou em filmes de ficção científica como Matrix, e não em instituições de ensino, mas a cada dia ele se tornará mais difundido no setor

O metaverso é coletivo. Ele permite a criação de “cidades” e ambientes que podem ser compartilhados entre os alunos como verdadeiras realidades paralelas.   

Atualmente o conceito que temos de realidade virtual em sala de aula são imersões 360 graus por meio de celulares acoplados a óculos VR, o que já é muito interessante e pode incentivar profissionais a aprender mais e melhor. Na Galícia Educação, iniciamos nossa aventura pelo metaverso ao oferecermos objetos de aprendizagem que treinarão habilidades comportamentais de nossos estudantes. Novas simulações mensais que podem ser acessadas por todos os matriculados nos nossos cursos de pós-graduação. Para facilitar ainda mais, fizemos uma parceria e disponibilizamos os óculos VR One Plus da Zeiss de graça. Mas através do metaverso, as possibilidades são infinitas e chegaremos longe e em breve. Imagine ter uma aula sobre Roma Antiga em um ambiente virtual que imite essa realidade, interagindo com colegas e professoras enquanto cada um está em sua casa. Ou uma excursão à sede do Google com a sua turma de MBA. 

O potencial do metaverso é praticamente ilimitado. 

Mas por que utilizá-lo na educação?

O uso de plataformas digitais e de realidade virtual é um grande aliado durante os períodos de isolamento social e sofreu uma aceleração em sua aplicação no mercado da educação na pandemia da Covid-19. Apesar disso, ainda encontramos certa resistência em torno de um modelo tradicional de educação engessado há séculos . 

Entretanto, eu acredito que o investimento em inovação e tecnologia da aprendizagem pode finalmente nos libertar desse sistema “pré-histórico” de educação que não funciona mais no século XXI e não está formando profissionais necessários para a nossa realidade. 

Segundo estatísticas coletadas pela ABRES, apenas 36% dos alunos que ingressam no ensino superior acabam se formando, isso porque a grande maioria acaba tendo que abandonar os cursos por falta de motivação ou condições financeiras. Relacionado a isso, notamos que o número de estudantes matriculados no ensino EAD aumenta a cada ano, mesmo antes da pandemia, pois esse tipo de curso dá uma maior flexibilidade ao aluno e diminui custos. 

Países que investem no uso de tecnologia no ensino apresentam baixos índices de evasão no ensino superior. Na Coreia do Sul, por exemplo, cerca de 70% da população entre 25 e 34 anos tem ensino superior. Seguida por mais de 50% no Japão e Canadá, ambos referência em uso da tecnologia em educação.  

Se quisermos chacoalhar esse mercado e aumentar esses números, precisamos investir em oportunidades reais e sustentáveis de desenvolvimento da aprendizagem, com foco nos alunos e na autonomia profissional. Utilizando a tecnologia de metaverso amplamente no processo de ensino e aprendizagem, podemos atingir, entre outros benefícios:

Acessibilidade: O metaverso estreita distâncias geográficas, ele dá acesso remoto a pessoas, locais e instituições de ensino em qualquer lugar do globo sem a necessidade de deslocamento, aumentando a inclusão e diminuindo custos. 

Desenvolvimento de habilidades do século XXI: Para sermos bons profissionais precisamos desenvolver habilidades que são necessárias no mercado atual. A inclusão digital no ensino proporciona a otimização de habilidades digitais e técnicas de alto nível, juntamente com as soft-skills. A utilização dessa nova metodologia exige maior disciplina e autonomia dos alunos, ao mesmo tempo que gera conexões e empatia remotamente. 

Promoção da motivação e foco: Mesmo para quem não é nativo digital, a ideia de escola é muitas vezes de algo chato e ultrapassado. Incluindo essas novas abordagens à educação, tornamos as aulas mais dinâmicas e engajadoras, elevando a motivação e inserindo o aluno diretamente em um ambiente que o cativa, aumentando seu foco no conteúdo. 

A aposta no metaverso é ousada, mas é uma mudança que considero inexorável. Temos explorado o seu potencial na Galicia Educação e acreditamos em um futuro de possibilidades ilimitadas para os próximos anos. Demos os primeiros passos de uma longa caminhada. E não vamos mais retroceder.

 

 

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